Entenda a importância da doação de órgãos



Entenda a importância da doação de órgãos, gesto que pode salvar vidas.

É normal, comum até, ter medo da morte e não querer se preocupar com esse assunto ainda em vida. Muito mais cômodo é não pensar a respeito, apesar da inevitabilidade de que, um dia, todo mundo parte. Mas há uma decisão que, se tomada por uma só pessoa durante a vida, pode ajudar a salvar ou, ao menos, melhorar a saúde de outras dezenas: a doação de órgãos e tecidos.

Essa é uma decisão que pode ser definida por cada um antes de passar por alguma doença debilitante, mas acaba tendo de ser tomada pelos familiares. E, em meio ao sofrimento da perda, permitir à equipe médica que retire partes do corpo, como coração, pulmão e fígado, pode ser difícil. Por isso, é importante que quem pretende ser doador na morte informe seu desejo aos familiares.

Após o diagnóstico, a família é informada que a pessoa está morta e entrevistada de forma clara e objetiva sobre a possibilidade de doação. A decisão é da família após a morte. É isso o que diz a nossa legislação sobre o transplante.

Não é toda morte que pode resultar em doação de órgãos: somente quando o cérebro deixa de funcionar e o coração continua batendo com a ajuda de aparelhos — na chamada morte encefálica — é que os órgãos poderão ser transplantados para outra pessoa. Isso ocorre, por exemplo, com vítimas de traumatismo craniano (por acidente ou violência) ou acidente vascular cerebral (AVC). Já no caso dos tecidos, é diferente: mesmo após a parada cardíaca, é possível doar córneas, pele e ossos, entre outros.

Foto: OpenBrasil.org
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